Saúde promove capacitação de agentes comunitários para fortalecer cuidado a pessoas com TEA e doença falciforme

14/9/2026, 10:24 |
Atividade será realizada nos dias 21 e 22 e abordará acolhimento, humanização, direitos e articulação da rede de saúde

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Atenção Primária à Saúde, promove, nos dias 21 e 22, uma capacitação para Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com o objetivo de fortalecer o acolhimento, a orientação às famílias e a articulação da rede de atenção no cuidado às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e doença falciforme. A atividade será realizada no período da tarde, na Unex.

O encontro busca ampliar o conhecimento dos profissionais sobre os serviços disponíveis no município, os fluxos de atendimento e os direitos das pessoas com TEA, tendo a humanização como um dos principais eixos da capacitação.

A programação contará com palestra de uma profissional de Psicologia, que abordará aspectos relacionados ao acolhimento das pessoas com TEA e de seus familiares, comunicação respeitosa e acessível, escuta qualificada, respeito às diferenças e estratégias para tornar o atendimento nas unidades básicas de saúde mais acolhedor.

Representantes da APAE e do CAPS I também participarão da atividade, apresentando os serviços ofertados por esses equipamentos da rede de assistência e saúde. Eles ainda abordarão a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), disponibilizada pela Secretaria de Saúde, com orientações sobre documentação e solicitação do documento.

De acordo com a assistente social Thaiane Amorim, o ACS ocupa uma posição estratégica nesse processo por estar diretamente inserido no território e manter contato frequente com as famílias.

“O Agente Comunitário de Saúde é um dos principais elos entre a comunidade e a equipe de saúde. Por meio das visitas domiciliares, das ações educativas e da identificação das necessidades existentes no território, ele pode contribuir para o acolhimento, a orientação e o encaminhamento adequado das famílias”, destaca.

Segundo ela, a proposta é promover educação permanente para os profissionais, fortalecendo a Atenção Primária como referência e coordenadora do cuidado, inclusive nos casos em que o usuário necessita de acompanhamento em serviços especializados.

“A proposta é fortalecer o conhecimento sobre TEA, humanização, direitos, serviços disponíveis e funcionamento da rede. Precisamos instrumentalizar os agentes para que possam acolher de forma respeitosa, orientar as famílias sobre seus direitos e contribuir para que o cuidado aconteça de maneira integrada”, explica Thaiane.

A programação também contará com a participação da Vigilância Epidemiológica (VIEP), que dará orientações sobre estratégias de busca ativa e rastreamento no território. A enfermeira da Atenção Primária, Vânia Freitas, abordará ainda aspectos relacionados à doença falciforme, ampliando a discussão sobre a importância da informação e do cuidado integral.

Para a chefe da Atenção Primária à Saúde, Verônica Cavalcante, a capacitação reforça a importância do trabalho dos agentes comunitários na identificação das necessidades da população e na garantia de um atendimento cada vez mais humanizado.

“O agente comunitário está próximo das famílias e conhece de perto a realidade do território. Por isso, qualificar esses profissionais significa fortalecer a porta de entrada do SUS e ampliar a capacidade da rede de identificar necessidades, orientar os usuários e garantir que cada pessoa tenha acesso ao cuidado adequado”, destaca Verônica.

Ela acrescenta que a educação permanente contribui para integrar os diferentes serviços e profissionais da rede.

“Quando o profissional conhece os fluxos, os serviços e os direitos dos usuários, ele consegue orientar melhor e contribuir para que o cuidado aconteça de forma contínua e integrada. Esse é um dos caminhos para fortalecer a Atenção Primária e oferecer uma assistência cada vez mais qualificada à população”, conclui.



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